Para quê serve um Disco Rígido?
O HD ou Disco
Rígido serve para armazenar arquivos, programas, jogos e todo tipo de conteúdo
que se deseja manter no computador. O sistema é, na verdade, mais um tipo de
memória que existe dentro de um PC. No entanto, diferentemente da memória RAM.
Caracterizado como memória física, não volátil, que é aquela na qual as
informações não são perdidas quando o computador é desligado.

Um Disco Rígido (HD) Serial ATA (Sata)
Por que o nome disco rígido?
O motivo para é simples: os dados
são gravados em discos magnéticos chamados platters, formados por
discos extremamente rígidos que garantem a qualidade de gravação e leitura. A
utilização de materiais duros é necessária para evitar a ocorrência de erros
que podem surgir caso ocorram deformações na superfície.
Os platters são compostos de duas camadas, a
primeira chamada de substrato. Geralmente feita de alumínio, embora existam
modelos mais caros que utilizem vidro como base, esta camada é constituída de
um disco polido em salas limpas (sem a presença de fatores ambientais como pó
ou sujeira) para se tornar perfeitamente plana e espelhada.
O que permite a gravação de dados
é uma segunda camada feita de material magnético, aplicada nos dois lados do
substrato polido. Para aplicar esta camada, nos discos rígidos antigos era
utilizada uma técnica chamada eletroplating, semelhante
à eletrólise usada para banhar bijuterias a ouro.

Um Disco Rígido (HD) Serial ATA (Sata) visto internamente
Como o eletroplating não permite obter uma superfície muito
uniforme, o que limitava o espaço de armazenamento disponível, foi desenvolvido
o PLA, tecnologia semelhante à usada para
soldar transistores em processadores. Como a camada magnética possui espessura
de somente alguns microns, acima dela há uma fina camada protetora que evita
que pequenos impactos danifiquem o disco rígido.
A necessidade de utilizar discos
totalmente planos vem do fato de a gravação e a leitura serem feitas a
velocidades muito grandes, o que faz com que qualquer variação na superfície
seja fatal para o funcionamento do componente. Os HDs mais comuns são capazes
de alcançar entre 5600 a 7200 rotações por minuto, embora existam modelos que
chegam até os 10000 RPM.
Depois de polidos e já com a
camada magnética aplicada, os platters são montados em um eixo geralmente
feito de alumínio, que deve ser sólido o bastante para evitar qualquer vibração
dos discos, mesmo em altas velocidades. O eixo também passa por um processo de
polimento, já que os discos devem ficar perfeitamente presos e alinhados ao
componente.
A maioria dos discos rígidos
disponíveis no mercado utiliza múltiplos discos de gravação e leitura, o que
permite aumentar a capacidade do dispositivo. Embora existam exceções à regra,
o mais comum é que cada HD possua quatro discos em sua composição.
Como ocorre o processo de gravação e leitura?
Durante o processo de gravação, o
campo magnético gerado pelos ímãs presentes nas cabeças faz com que as
moléculas de óxido de ferro presentes na superfície magnética dos discos se
reorganizem, alinhando os polos negativos delas com os polos positivos da
cabeça. Da mesma forma, os polos positivos se alinham com os polos negativos.
Os eletroímãs presentes nas
cabeças de leitura e gravação podem ter sua polaridade alternada
constantemente, o que permite variar livremente as moléculas da superfície
magnética do disco rígido. Conforme a direção de cada polo, obtém-se um bit
interpretado como 1 ou 0 pelo computador (fórmula binária).
Na hora de ler os dados gravados,
a cabeça de leitura capta o campo magnético gerado pelas moléculas alinhadas. A
variação dos sinais magnéticos positivos e negativos gera uma corrente elétrica
transmitida para a bobina de fios presentes na cabeça. Ao chegar à placa lógica
do HD, esta corrente é interpretada como uma sequência de bits 1 e 0, que
formam os diferentes arquivos gravados no disco rígido.
Vale mencionar que todo esse
processo ocorre sem nenhuma espécie de contato entre as cabeças de leitura e a
superfície do disco. Isso porque, devido às altas velocidades com os que os
discos rodam, forma-se um colchão de ar que repele as cabeças de leitura e
impede qualquer espécie de contato.
Caso houvesse contato entre os
componentes, dificilmente um disco rígido funcionaria durante muito tempo
devido aos danos físicos ocorridos. Para evitar acidentes, a maioria dos HDs
conta com um ímã ao lado do atuador, responsável por atrair as cabeças a uma
posição segura toda vez em que o computador é desligado ou não há gravação ou
leitura de dados.
Em ocasiões em que ocorrem picos
de tensão ou a energia é cortada subitamente com o HD funcionando, é comum
surgirem setores defeituosos por ter ocorrido contato entre as cabeças de
leitura e a superfície do disco.
Para evitar problemas do tipo
recomenda-se utilizar acessórios como no-breaks, que permitem desligar o
computador da forma correta em casos de instabilidade no fornecimento de
energia.
Como funciona a geometria dos discos?
Uma unidade de disco constitui-se
de um ou mais pratos (discos) sobrepostos, cobertos por uma camada magnética.
Existe uma cabeça de leitura-gravação para cada superfície. Cada superfície é
dividida em anéis mais conhecidos por trilhas.

Trilhas são círculos
que começam no centro do disco e vão até a sua borda, como se estivessem um
dentro do outro. Elas são numeradas da borda para o centro, isto é, a trilha
que fica mais próxima da extremidade do disco é denominada trilha
0, e a que vem em seguida é chamada trilha
1 e assim por diante,
até chegar à trilha mais próxima do centro. Cada uma é dividida em trechos
regulares chamados de setores. Cada setor possui
uma capacidade determinada de armazenamento (geralmente, 512 bytes).
E onde entra os cilindros?
Eis uma questão interessante: você já sabe que um HD pode conter vários pratos,
sendo que há uma cabeça de leitura e gravação para cada lado dos discos.
Imagine que é necessário ler a trilha 42 do lado superior do disco 1. O braço
movimentará a cabeça até esta trilha, mas fará com que as demais se posicionem
de forma igual. Isso ocorre porque normalmente o braço se movimenta de uma só
vez, isto é, ele não é capaz de mover uma cabeça para uma trilha e uma segunda
cabeça para outra trilha.
Isso significa que, quando a
cabeça é direcionada à trilha 42 do lado superior do disco 1, todas as demais
cabeças ficam posicionadas sobre a mesma trilha, só que em seus respectivos
discos. Quando isso ocorre, damos o nome de cilindro. Em outras palavras,
cilindro é a posição das cabeças sobre as mesmas trilhas de seus respectivos
discos.

Linhas pretas: Discos
Linhas vermelhas: Trilhas
Linhas azuis: Cilindro
Item amarelo: Setores
Essa geometria básica fornece um
modelo para localização do setor, chamado CHS (cylinder, head, sector).
O número do cilindro, juntamente com o número da cabeça, fornece a localização
da trilha. Identificando-se a trilha, pode-se localizar um determinado setor.
Esse esquema é tridimensional, sendo necessário conhecer sempre os três parâmetros
para localização do setor.
O padrão LBA (logical block
address) é mais simples. Os setores são identificados sequencialmente
(linearmente), começando da trilha mais externa. Se houver mais de um prato,
cada superfície é numerada (a partir de zero) -- o setor zero é o primeiro
setor na trilha zero, cabeça (superfície) zero. Essa é uma identificação
unidimensional. Cabe à controladora no disco transformar esse número lógico de
setor com a sua localização física no disco (mapeando cilindro, cabeça e setor
correspondente).
Qual o significado de interface?
Os HDs
são conectados ao computador por meio de interfaces capazes de
transmitir os dados entre um e outro de maneira segura e eficiente. Há várias
tecnologias para isso, sendo as mais comuns os padrões IDE, SCSI e, atualmente, SATA.
Quais são os tipos de Interfaces?
IDE
O IDE, do inglês Integrated Drive Eletronics, foi o primeiro padrão que
integrou a controladora com o Disco Rígido. Os primeiros HDs com interface IDE
foram lançados por volta de 1986 e na época isto já foi uma grande inovação
porque os cabos utilizados já eram menores e havia menos problema de
sincronismo, o que deixava os processos mais rápidos.
Inicialmente, não havia uma
definição de padrão e os primeiros dispositivos IDE apresentavam problemas de
compatibilidade entre os fabricantes. O ANSI (American National Standards
Institute), em 1990, aplicou as devidas correções para padronização e foi
criado o padrão ATA (Advanced Technology Attachment). Porém com o nome IDE já
estava mais conhecido, ele permaneceu, embora algumas vezes fosse chamado de
IDE/ATA.
As primeiras
placas tinham apenas uma porta IDE e uma FDD (do drive de disquete) e mais
tarde passaram a ter ao menos duas (primária e secundária). Cada uma delas
permite a instalação de dois drives, ou seja que podemos instalar até quatro
Discos Rígidos ou CD/DVD-ROMs na mesma placa. Para diferenciar os drives
instalados na mesma porta, existe um “jumper” para configurá-los como master
(mestre) ou slave.
Inicialmente, as
interfaces IDE suportavam apenas a conexão de Discos Rígidos e é por isso que
há um tempo atrás os computadores ofereciam como diferencial os famosos
"kits multimídia", que eram compostos por uma placa de som, CD-ROM,
caixinhas e microfone.
Tecnologias
EIDE
Cada interface IDE
de uma placa-mãe pode trabalhar com até dois dispositivos simultaneamente,
totalizando quatro. Isso é possível graças a EIDE (Enhanced IDE), uma
tecnologia que surgiu para aumentar a velocidade de transmissão de dados dos
discos rígidos e, claro, permitir a conexão de dois dispositivos em cada IDE.

DMA e UDMA
Antigamente,
somente o processador tinha acesso direto aos dados da memória RAM. Com
isso, se qualquer outro componente do computador precisasse de algo na memória,
teria que fazer este acesso por intermédio do processador. Com os HDs não era
diferente e, como consequência, havia certo "desperdício" dos
recursos de processamento. Felizmente, uma solução não demorou para aparecer:
um esquema chamado DMA (Direct Memory Access). Como o próprio
nome diz, esta tecnologia tornou possível o acesso direto à memória pelo HD (e
outros dispositivos), sem necessidade de "auxílio" direto do
processador.
Quando o DMA não
está em uso, normalmente é utilizado um esquema de transferência de dados
conhecido como modo PIO (Programmed
I/O), onde, grossamente falando, o processador executa a transferência
de dados entre o HD e a memória RAM. Cada modo PIO trabalha com uma taxa
distinta de transferência de dados.
É importante frisar que os HDs IDE mais recentes trabalham com um padrão conhecido como Ultra-DMA (UDMA). Essa tecnologia permite a transferência de dados em uma taxa de, pelo menos, 33,3 MB/s (megabytes por segundo). O padrão UDMA não funciona se somente for suportada pelo HD. É necessário que a placa-mãe também a suporte (através de seu chipset), caso contrário, o HD trabalhará com uma taxa de transferência mais baixa.
Veja o porquê:
existe 4 tipos básicos de Ultra-DMA: UDMA 33, UDMA 66, UDMA 100 e UDMA 133. Os
números nestas siglas representam a quantidade de megabytes transferível por
segundo. Assim, o UDMA 33 transmite ao computador dados em até 33 MB/s. O UDMA
66 faz o mesmo em até 66 MB/s, e assim por diante. Agora, para exemplificar,
imagine que você instalou um HD UDMA 133 em seu computador. No entanto, a
placa-mãe só suporta UDMA de 100 MB/s. Isso não significa que seu HD vai ficar
inoperante. O que vai acontecer é que seu computador somente trabalhará com o
HD na taxa de transferência de até 100 MB/s e não na taxa de 133 MB/s.o UDMA 66
faz o mesmo em até 66 MB/s e assim por diante. Agora, para exemplificar,
imagine que você instalou um HD UDMA 133 em seu computador. No entanto, a
placa-mãe só suporta UDMA de 100 MB/s. Isso não significa que seu HD vai ficar
inoperante. O que vai acontecer é que seu computador somente trabalhará com o
HD na taxa de transferência de até 100 MB/s e não na taxa de 133 MB/s.
SATA (Serial ATA)
SATA (Serial AT Attachment) é uma tecnologia de transferência de dados entre um
computador e dispositivos de armazenamento em massa (mass storage devices) como
unidades de disco rígido e drives ópticos.
É o sucessor da tecnologia ATA (acrônimo
de AT Attachment, introduzido em 1984
pela IBM em seu computador AT. ATA, também conhecido como IDE ou Integrated Drive Electronics) que foi
renomeada para PATA (Parallel ATA) para se diferenciar de
SATA.
Diferentemente dos discos rígidos IDE, que
transmitem os dados através de cabos de quarenta ou oitenta fios paralelos, o
que resulta num cabo enorme, os discos rígidos SATA transferem os dados em
série. Os cabos Serial ATA são formados por dois pares de fios (um par para
transmissão e outro par para recepção) usando transmissão diferencial, e mais
três fios terra,
totalizando 7 fios,1 o que permite usar
cabos com menor diâmetro que não interferem na ventilação do gabinete.
As principais
vantagens sobre a interface parallel ATA são: maior rapidez em transferir os
dados, possibilidade de remover ou acrescentar dispositivos enquanto em
operação (hot swapping) e utilização de cabos mais finos que permitem o
resfriamento de ar de forma mais eficiente.
No que se refere à
transferência de dados, a interface SATA pode alcançar taxas máximas teóricas
de acordo com o seu tipo:
SATA I: até 150 MB/s;
SATA II: até 300 MB/s;
SATA III: até 600 MB/s.
SCSI (Small Computer System Interface)
Sigla para Small
Computer Systems Interface, SCSI é,
basicamente, uma tecnologia criada para permitir a
comunicação entre dispositivos computacionais de maneira rápida e confiável.
Sua aplicação é mais comum em HDs (discos rígidos), embora outros tipos de
aparelhos tenham sido lançados tirando proveito desta tecnologia, como impressoras,
scanners e unidades de fita (geralmente usadas para backup).
Trata-se de uma tecnologia antiga. Sua
chegada ao mercado aconteceu oficialmente em 1986, mas seu desenvolvimento foi
iniciado no final da década anterior, tendo o pesquisador Howard Shugart, considerado
o criador do floppy
disk (disquete), como principal nome por trás do projeto.
Pronunciado como "iscãzi", esta
tecnologia se mostrou extremamente importante nos anos seguintes, especialmente
porque os processadores passaram a ficar cada vez mais rápidos. Com o SCSI, os
HDs e outros dispositivos puderam de certa forma, acompanhar este aumento de
velocidade.
A utilização do SCSI sempre foi mais
frequente em servidores e aplicações profissionais que, de fato, se beneficiam
de maior velocidade. No que se refere ao ambiente doméstico e aos escritórios
de modo geral, a interface IDE (atualmente mais conhecida
como PATA), que surgiu quase que na mesma época, dominou o mercado por ser
menos complexa e mais barata, apesar de oferecer menos recursos.
Resumo das versões do SCSI
A tabela a seguir
resume as principais características das versões do SCSI:
Versão
|
Clock
|
Bits
|
Dispositivos
|
Velocidade
|
SCSI-1
|
5 MHz
|
8
|
8
|
5 MB/s
|
SCSI-2(Fast
SCSI)
|
10 MHz
|
8
|
8
|
10 MB/s
|
Wide Fast SCSI
|
10 MHz
|
16
|
16
|
20 MB/s
|
SCSI-3 (Ultra SCSI)
|
20 MHz
|
8
|
8
|
20 MB/s
|
Wide Ultra SCSI
|
20 MHz
|
16
|
16
|
40 MB/s
|
Ultra2 SCSI
|
40 MHz
|
8
|
8
|
40 MB/s
|
Wide Ultra2 SCSI
|
40 MHz
|
16
|
16
|
80 MB/s
|
Ultra160 SCSI
|
40 MHz
|
16 (2x)
|
16
|
160 MB/s
|
Ultra320 SCSI
|
80 MHz
|
16 (2x)
|
16
|
320 MB/s
|
Ultra640 SCSI
|
160 MHz
|
16 (2x)
|
16
|
640 MB/s
|
Desempenho
O desempenho do HD é um fator que influencia
muito no desempenho global do sistema, determinando o tempo de carregamento dos
aplicativos e arquivos grandes, e até mesmo a velocidade de acesso ao arquivo
de troca. Para ser carregado um programa ou acessado qualquer outro dado, é
preciso primeiramente transferi-lo do disco rígido para a memória. Pouco
adianta ter um processador ou memórias ultrarrápidos, se a todo o momento eles
tiverem que esperar por dados a serem transmitidos pelo disco rígido. Depois da
quantidade de memória RAM e cache, o disco Rígido é talvez o componente que
mais afeta o desempenho do micro, rivalizando até mesmo com o processador.
As diferentes marcas e modelos de HDs que
existem à venda no mercado apresentam desempenhos bem diferentes uns dos
outros. Não é fácil medir o desempenho de um disco rígido, pois o desempenho do
disco é determinado por um conjunto de vários itens e não é nada fácil tentar
resumi-lo a um único número.
Tempo
de Busca (Seek Time)
Este é um fator importante na performance
geral do disco, pois é o tempo que a cabeça de leitura demora para ir de uma
trilha à outra do disco. Este tempo é um pouco difícil de determinar com
exatidão, pois o tempo que a cabeça demora em ir da trilha 50 à trilha 100,
deslocando-se 50 trilhas, por exemplo, não é 5 vezes maior que o demorado para
ir da trilha 50 à trilha 60, deslocando-se 10 trilhas.
Estes valores variam em cada marca e modelo
de disco rígido, mas quanto menores forem os tempos, melhor será a performance.
Tempo
de Latência (Latency Time)
Dentro do disco rígido, os discos magnéticos
giram continuamente. Por isso, dificilmente os setores a serem lidos estarão
sob a cabeça de leitura/gravação no exato momento de executar a operação,
podendo, no pior dos casos, ser necessária uma volta completa do disco até o
setor desejado passar novamente sob a cabeça de leitura.
O tempo de latência é tão importante quanto o
tempo de busca. Felizmente, ele é fácil de ser calculado, bastando dividir 60
pela velocidade de rotação do HD, medida em RPM (rotações por minuto), e
multiplicar por 1000. Teremos então o tempo de latência em milessegundos. Um HD
de 5200 RPM, por exemplo, terá um tempo de latência de 11.5 milessegundos (o
tempo de uma rotação), já que 60 ÷ 5200 x 1000 = 11.5
Geralmente é usado o tempo médio de latência,
que corresponde à metade de uma rotação do disco, assumindo que os clusters
desejados estarão, em média, a meio caminho do cabeçote. Um HD de 5200 RMP
teria um tempo de latência médio de 5.75 milessegundos.
Tempo
de Acesso (Access Time)
O
tempo de acesso é o tempo médio que o disco demora em acessar um setor
localizado em um local aleatório do disco. Este tempo é um misto do tempo de
busca e do tempo de latência do disco rígido, significando o tempo que o braço
de leitura demora em chegar a uma determinada trilha, somado com o tempo que o
disco demora em girar e chegar ao setor certo. O tempo de acesso nos HDs mais
modernos gira em torno de 10 a 7 milessegundos (quanto mais baixo melhor).
Head
Switch Time
Um disco rígido é composto internamente de
vários discos. Naturalmente, temos uma cabeça de leitura para cada disco, sendo
os dados gravados distribuídos entre eles.
Como as cabeças de leitura são fixas, caso
seja necessário ler dois arquivos, um encontrado na face 1 e outro na face 3,
por exemplo, a controladora ativará a cabeça de leitura responsável pela face
1, lerá o primeiro arquivo e, em seguida, ativará a cabeça responsável pela
face 3, lendo o segundo arquivo. O termo "Head Switch Time" pode ser
traduzido como "tempo de mudança entre as cabeças de leitura", por
ser justamente o tempo que o disco leva para mudar a leitura de uma cabeça para
outra. Este tempo é relativamente pequeno e não influencia tanto quanto o tempo
de acesso e a densidade.
Cache
(Buffer)
Os discos rígidos atuais possuem uma pequena
quantidade de memória cache embutida na controladora, que executa várias
funções com o objetivo de melhorar o desempenho do disco rígido.
Geralmente ao ler um arquivo, serão lidos
vários setores sequenciais. A forma mais rápida de fazer isso é naturalmente
fazer com que a cabeça de leitura leia de uma vez todos os setores da trilha,
passe para a próxima trilha seguinte, passe para a próxima e assim por diante.
Isso permite obter o melhor desempenho possível.
O problema é que na prática não é assim que
funciona. O sistema pede o primeiro setor do arquivo e só solicita o próximo
depois de recebê-lo e certificar-se de que não existem erros.
Se não houvesse nenhum tipo de buffer, a
cabeça de leitura do HD acabaria tendo que passar várias vezes sobre a mesma
trilha, lendo um setor a cada passagem, já que não daria tempo de ler os
setores sequencialmente depois de todo tempo perdido antes de cada novo pedido.
Após fazer sua verificação de rotina, o
sistema solicitará o próximo setor, que por já estar carregado no cache será
fornecido em tempo recorde.
No cache ficam armazenados também últimos
dados acessados pelo processador, permitindo que um dado solicitado
repetidamente possa ser retransmitido a partir do cache, dispensando uma nova e
lenta leitura dos dados pelas cabeças de leitura. Este sistema é capaz de
melhorar assustadoramente a velocidade de acesso aos dados quando estes forem
repetitivos, o que acontece com frequência em servidores de rede ou quando é
usada memória virtual.
Os dados lidos pelas cabeças de leitura,
originalmente são gravados no cache, e a partir dele, transmitidos através da
interface IDE ou SCSI. Caso a interface esteja momentaneamente congestionada,
os dados são acumulados no cache e, em seguida, transmitidos de uma vez quando
a interface fica livre, evitando qualquer perda de tempo durante a leitura dos
dados. Apesar do seu tamanho reduzido, geralmente de 512 ou 1024 Kbytes, o
cache consegue acelerar bastante as operações de leitura de dados.
Temos três opções de performance onde
reservam uma pequena área da memória RAM para criar um segundo nível de cache
de disco:
Sistema móvel ou de encaixe: Usa-se apenas
256 KB da memória RAM para o cache de disco, e é recomendável para micros com
apenas 8 MB de memória.
Computador Desktop: É o valor defaut e
reserva 1 MB para o cache de disco, sendo a ideal para micros com 12 ou 16 MB
de memória.
Servidor de rede: Reserva 2 MB. Esta opção
melhora perceptivelmente a velocidade de acesso a disco em micros com 24 MB ou
mais de memória RAM.
Densidade
A densidade dos platers de um disco rígido é
outro fator com enorme impacto no desempenho. Quanto maior for à densidade,
menor será o espaço a ser percorrido pela cabeça de leitura para localizar um
determinado setor, pois os dados estarão mais próximos uns dos outros. A
densidade pode ser calculada muito facilmente, bastando dividir a capacidade
total do disco pela quantidade de cabeças de leitura (e consequentemente o
número de faces de disco).
Um disco rígido de 4 Gigabytes e 4 cabeças de
leitura, possui uma densidade de 1 Gigabyte por face de disco, enquanto que
outro disco, também de 4 Gigabytes, porém com 6 cabeças de leitura, possui uma
densidade bem menor, de apenas 666 Megabytes por face de disco.
A densidade influencia diretamente nos tempos
de acesso e de latência do HD, além disso, com um número menor de cabeças de
leitura, o tempo perdido com o Head Switch também é menor. Muitas vezes
encontramos no mercado HDs de mesma capacidade, porém, com densidades diferentes.
Neste caso, quase sempre o HD com maior densidade utilizará tecnologias mais
recentes, sendo por isso mais rápido.
Velocidade
da Interface
A interface determina a velocidade máxima de
transferência, mas não necessariamente a performance do disco rígido. Em geral,
a interface é sempre muito mais rápida do que a taxa de transferência interna
alcançada pelo HD. Porém, em muitas situações, a interface IDE fica
momentaneamente congestionada, deixando de transmitir dados. Nestas situações
os dados são acumulados no buffer do HD e, em seguida, transmitidos de uma vez
quando a interface fica livre.
Isto pode ocorrer em duas situações: quando
temos dois discos instalados na mesma porta IDE e os dois discos são acessados
simultaneamente, ou quando o barramento PCI fica congestionado (já que as
portas IDE compartilham os 133 MB/s com todos os demais periféricos PCI
instalados).
Nestas situações, ter uma interface mais
rápida irá permitir que os dados armazenados no cache sejam transferidos mais
rápido. Porém, em situações normais, o desempenho ficará limitado à taxa de
transferência interna do HD, que mesmo no caso de um HD topo de linha, lendo
setores sequenciais, dificilmente chega perto de 20 MB/s
O simples fato de passar a usar DMA 66 no
lugar de UDMA 33, não irá alterar quase nada o desempenho do disco em
aplicações reais, pelo menos enquanto não tivermos HDs capazes de manter taxas
de transferência internas próximas de 30 MB/s, o que provavelmente só deve
acontecer por volta de 2002. O UDMA 66 veio com o objetivo de ampliar o limite
de transferência das interfaces IDE, abrindo caminho para o futuro lançamento
de HDs muito mais rápidos, que possam trabalhar sem limitações por parte da
interface, mas não é de se esperar que um velho HD de 6.4 ou algo parecido, fique
mais rápido só por causa da interface mais rápida. Não adianta melhorar a
qualidade da estrada se o carro não anda.
REFERÊNCIAS
Disponível
em:
<http://dicasmaistutoriais.blogspot.com.br/2010/05/para-que-serve-o-hd-disco-rigido.html > Acessado em 24 de maio de 2013.
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Disponível
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Serial_ATA >
Acessado em 24 de maio de 2013.
Disponível
em: <
http://comp.ist.utl.pt/ec-csc/Acetatos/1-Cifra/1BE-SmartCards.pdf > Acessado em 24 de maio de 2013.
Alunos: Vinicius Neves, ....
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